Autor: Fernando de Padua Laurentino - Butantã II - USP - Turma D

sábado, 22 de outubro de 2011

10- Interdisciplinaridade e Transversalidade na educação


A realidade não é disciplinar. Temos de ir para além da disciplina.

O método científico e o processo social de fragmentação e especialização do conhecimento possibilitou ao homem inúmeras conquistas. O estudo por partes de um determinado fenômeno permitiu aos cientistas uma aproximação cada vez maior da compreensão da realidade. No entanto, nos encontramos na discussão de superação e avanço sobre esta intensa fragmentação porque perdemos uma compreensão melhor do todo. A simplificação do processo de conhecimento científico, apesar do avanço que proporcionou, acabou por dificultar e muitas vezes impedir o conhecimento de fenômenos mais complexos.
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Filme: Ponto de Mutação.
Dir. Berndt Capra, EUA, 1991. 111 min.

O filme aborda um dialogo de três pessoas que embora tenham estilos de vida e pensamentos diferentes, são abertas a novas idéias.
(...)
Essas pessoas são americanas e fazem partes de núcleos sociais diferentes. O primeiro ator é um senador e ex candidato a presidência da republica (político). Ele se sente desmotivado com a política, argumentado não ter discurso próprio, tendo que repetir os discursos que seus acessores escrevem ou dizer o que as pessoas querem ouvir. O segundo ator é um professor de literatura e escritor (poeta) que se sente na crise de meia idade. Ele veio para a França para fugir da competitividade das grandes cidades. A terceira é uma cientista especialista em Física que vive uma crise existencial ao ver a intenção do uso militar em sua pesquisa.
(...) A cientista é convidada a entrar na conversa que o poeta e o político estão tendo sobre o relógio. Logo que ela entra na conversa ela faz uma dura critica sobre a maneira cartesiana em que os políticos de modo geral vêem a natureza.
(...) O mundo tem que ser visto como um todo através das relações existentes entre cada objeto que compõem a natureza e que fazemos parte dessas relações. A cientista afirma que se devem abrir os horizontes para modelos sistêmicos, escapando do conforto dos processos, onde temos o controle, mas muitas vezes não a compreensão. Não se pode olhar separado os problemas globais tentando entendê-los e resolve-los separadamente. Devem-se entender as conexões para depois resolver os problemas. Com isso se consegue pensar em um mundo com crescimento sustentável com melhores condições para todos.O político discute e até aceita algumas idéias da cientista, mas a grande questão que ele aponta é: como concretizar essas idéias na política, como fazer com que as pessoas (os eleitores) consigam entender. A resposta da cientista é simples: Mudando nossa maneira de ver o mundo.Nessa resposta se consegue percebe a transversalidade da educação ambiental e a importância de ser discutido em redes de ensino interdisciplinarmente, sendo trabalhada como uma grande teia ligadas a diferentes disciplinas, a fim de analisar um fenômeno.

Fonte: http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=lcn&cod=_filmepontodemutacao

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